Já parou para pensar que, com o passar do tempo, nós abandonamos algumas "Coisas"?
Seja aquele velho hábito de assistir Malhação, comer cereal, jogar Banco Imobiliário, brincar de Adedonha ou ir na casa da Tia Rubertina e comer aquele pedaço de panqueca? Esses hábitos, eram comuns, seja na minha vida ou na vida de vocês, mas creio, que, hoje nossos hábitos foram sufocados, pela necessidade de sobrevivência, porque eles mudaram, ficam cada vez mais chatos. Não quero dizer que algum dia "Malhação" foi um seriado bom, mas até que era legal jogar Banco Imobiliario, brincar de Adedonha e sem falar na panqueca da Tia Rubertina.
Mas hoje o que temos que fazer é simplesmente tomar o café, da máquina de café do serviço, que por sinal dá uma baita caganeira, brincar de esperar na fila da Lotérica para pagar as contas, essas que te fazem perder o sono, e não ter mais tempo de jogar Adedonha ou Banco Imobiliario, que por sinal precisa de um puta tempo.
Claro, hoje tenho um salário, posso comprar minhas "Coisas", posso fazer as coisas acontecerem, posso julgar que tudo se resume a um pequeno pedaço de papel com um número estampado, ou uma coisa redonda, feita de cobre, que vale menos que o papel, mas na hora de comprar um salgadinho da Tia, ajuda.
Não tem como abandonar as "Coisas" de vez, elas simplesmente, mudam, transformam, e passamos a nos interessar por outras, por conveniência, por necessidade ou por simples capricho.
Uma prova disso é, quando arrumamos o quarto, limpamos as estantes, jogamos coisas fora, depois de um tempo outras coisas aparecem no lugar, ou como um passe de mágica algumas coisas que jogamos fora também aparecem. E você se pergunta: "Como pode isso?"
Na verdade, você jogou fora somente o que você acha que jogou fora, muitas coisas ficam empregnadas na gente, algumas se desprendem facilmente, mas outras não. Essas últimas fazem parte da nossa identidade, pode ser aquela carta que você ficou com medo de enviar a uma amante na quinta série, um chaveiro, uma camisa velha, uma prova de história, sua coleção de cartões ou as velas do seu aniversário de cinco anos, essas coisas você nunca abandona, nunca muda e nunca transforma, essas coisas sempre vão pertencer a você e a sua identidade.
Marcelo Valério Caldeira
Muito bom o post. Concordo plenamente Martielo. Conforme o tempo vai passando, as coisas também vao passando. Nossoas hábitos, nossas musicas, nosso modo de pensar.
ResponderExcluirCom passar do tempo, as ¨"coisas velhas" são deixadas de lado, principalmente quando temos "algo novo"..iii acho que tô viajando demais...é q é semana de prova, meus neurônios eu nao tenho mais nenhum.kkk
[Mais um Post sincero]
ResponderExcluirGostei!
E talvez a vida seja isso... Deixar para trás "algumas coisas". E isso significa crescer... E crescer éh difícil e doloroso [nem tanto. =D]
Vão-se as brincadeiras e chegam as responsabilidades. Amadurecer, abandonar, esquecer, pensar e pensar e repensar e algumas vezes não chegar a lugar nenhum... E ainda assim crescer.
....e essa é a dinâmica da vida, são acontecimentos alheios a nossa vontade. E você os colocou de maneira bem sincera e objetiva! Abraços caldeira, Caldeira Silva
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