terça-feira, 29 de novembro de 2011


Revoluções?

Os modos de organização da sociedade estão cada vez mais apurados, digo no conceito relacionado à sua organização revolucionária. Não digo que estamos vivendo um momento próximo ao da Revolução Francesa, mas algumas pessoas do mundo estão gerando manifestações em prol de melhorias, por exemplo, no setor econômico, como o movimento Ocupy Wall Street que acontece em Nova Iorque, e consecutivamente se estendeu seu ideal por todo o mundo, marchas contra a corrupção política no Brasil e contra governos ditadores e desiguais no Egito.
Esses movimentos são incentivados e divulgados de ampla forma através da Web, principalmente nas redes sociais, essas têm um papel de suma importância em todo esse processo revolucionário, nelas as pessoas se organizam de forma que favorece as ocupações e movimentos de massas sociais. A internet é uma das formas mais democratizadas de expor a opinião popular, de expandir os conceitos da massa, de difundir o que o povo pensa, o que não acontece com freqüência nos outros veículos de comunicação tradicionais, como TV, rádio, jornais e revistas. Essa expansão “territorial” da internet possibilita que o cidadão mesmo que, não tenha acesso direto à rede receba informações de outros cidadãos que possuem acesso à internet, gerando assim uma reação em cadeia, mesmo que nem todas as pessoas concordem ou se encorajem em realizar uma manifestação, a onda revolucionária e o ideal ainda se mantêm forte o suficiente para alcançar outras pessoas que possuem coragem e vontade de alcançar melhores condições de vida.
No modo de vida da sociedade, que não se desvencilhou da TV como principal veículo de comunicação, é muito fácil perceber as informações, vídeos, e materiais que originalmente estão na internet, serem divulgados na TV, com certeza com o objetivo de manter o telespectador, mais cercado de informações possível, para diminuir ainda mais seu senso crítico. Essas informações que são lançadas da Web para a TV, na maioria das vezes são carregadas de vídeos com conteúdos cômicos, fictícios, cenas de pessoas se comportando de forma ridicularizada, em momentos de escândalo, queda de famosos em palcos, queda de pessoas enquanto gravam um vídeo com a família, ou seja, sem nenhum conteúdo que aguce o senso crítico da população.
 Os movimentos sociais são patrocinados, e incentivados pelas redes sociais, sendo que, se a organização da população não se der de forma concreta nos locais físicos, nas ruas, nas praças, nos prédios ou qualquer local de movimento de pessoas, o objetivo a ser alcançado pelos manifestantes se torna dificultado.
Diante de todo esse processo de manifestações, que estão cada vez mais cotidianos, não podemos confundir a função da internet nesse processo, pois alguns grupos utilizam das manifestações apenas com o objetivo de denegrir, apedrejar e destruir patrimônios públicos, deturpando assim o que seria de objetivo inicial como revolucionário, passa a ser de caráter anárquico.
Expus os fatos.  Se todos pesquisarem um pouco, ou se desatarem das informações passadas pelos telejornais, onde restringem as informações ao interesse deles, conseguiremos encontrar um pouco de verdade, mesmo que, com o maior senso de pesquisa e de criticidade, podemos ainda assim não encontrar a verdade, pois o mundo é feito de opiniões, e aqui está a minha.

                                                                                                                Marcelo Valério Caldeira

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