Playboys, patricinhas, e magnatas de plantão, manter o
status é uma questão de sobrevivência para vocês, eu sei, mas será que toda
essa ostentação realmente trará felicidade e conforto?
Hoje, em uma conversa com um amigo, chamado Plínio Costa, discutimos
sobre esse assunto. E então concluímos que: o status, em alguns casos (mais
tarde falarei o porquê do “em alguns casos”) é um acelerador do ego e uma bala de
artificialismo da felicidade, porque, quando uma pessoa, por exemplo, prefere
comprar um aparelho de celular muito moderno, ao invés de comprar um que atende
suas necessidades, ou comprar uma roupa, feia e desconfortável, mas que tenha
uma etiqueta de no máximo três centímetros na parte interior da roupa, de uma
marca famosa, ao invés de optar pelo conforto e necessidade, prefere-se manter
o estado de espírito elevado, e seu ego estufado.
Bem, agora vem o outro lado da questão. Eu estudo
publicidade, e sei que nesse meio a imagem vale muito. Sendo assim, pensei, não
posso aqui defender a abolição da boa imagem. Defendo que, ter conforto e ao
mesmo tempo ter uma imagem bonita e apreciada é válido, e necessário. Sendo
assim, não confundir status com manutenção de uma boa imagem, é essencial. Por
exemplo, se eu posso ter um carro bonito e confortável, terei, e se posso me
vestir adequadamente para uma reunião ou entrevista, me vestirei. Atitude de
manutenção de boa imagem. Porém se posso vestir uma roupa confortável, mas essa
mesma roupa custa 100 reais a menos que outra que tem apenas uma etiqueta de marca, e
eu opto pela de marca, essa é uma atitude de status, a qual eu não aprecio.
Playboys, patricinhas e magnatas, levem a vida como bem
entenderem, não vou e não posso julgar, posso apenas criticar.
Há! E o que o papel higiênico da imagem tem a ver com o assunto? Nada, coloco a imagem que eu quiser.
Marcelo Valério Caldeira

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