quinta-feira, 19 de julho de 2012

O que é status pra você?


Playboys, patricinhas, e magnatas de plantão, manter o status é uma questão de sobrevivência para vocês, eu sei, mas será que toda essa ostentação realmente trará felicidade e conforto?

Hoje, em uma conversa com um amigo, chamado Plínio Costa, discutimos sobre esse assunto. E então concluímos que: o status, em alguns casos (mais tarde falarei o porquê do “em alguns casos”) é um acelerador do ego e uma bala de artificialismo da felicidade, porque, quando uma pessoa, por exemplo, prefere comprar um aparelho de celular muito moderno, ao invés de comprar um que atende suas necessidades, ou comprar uma roupa, feia e desconfortável, mas que tenha uma etiqueta de no máximo três centímetros na parte interior da roupa, de uma marca famosa, ao invés de optar pelo conforto e necessidade, prefere-se manter o estado de espírito elevado, e seu ego estufado.

Bem, agora vem o outro lado da questão. Eu estudo publicidade, e sei que nesse meio a imagem vale muito. Sendo assim, pensei, não posso aqui defender a abolição da boa imagem. Defendo que, ter conforto e ao mesmo tempo ter uma imagem bonita e apreciada é válido, e necessário. Sendo assim, não confundir status com manutenção de uma boa imagem, é essencial. Por exemplo, se eu posso ter um carro bonito e confortável, terei, e se posso me vestir adequadamente para uma reunião ou entrevista, me vestirei. Atitude de manutenção de boa imagem. Porém se posso vestir uma roupa confortável, mas essa mesma roupa custa 100 reais a menos que  outra que tem apenas uma etiqueta de marca, e eu opto pela de marca, essa é uma atitude de status, a qual eu não aprecio.

Playboys, patricinhas e magnatas, levem a vida como bem entenderem, não vou e não posso julgar, posso apenas criticar.

Há! E o que o papel higiênico da imagem tem a ver com o assunto? Nada, coloco a imagem que eu quiser.


Marcelo Valério Caldeira

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